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Haja o que houver, eu sempre estarei com você!

Esta é uma história real, divulgada pela ONU. Na Romênia, um homem dizia sempre ao seu filho: "Haja o que houver, eu sempre estarei com você". Houve, nesta época, um terremoto de intensidade muito grande, causando grande destruição. Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu pra casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho estava na escola. Foi imediatamente pra lá, encontrando a escola totalmente destruída. Não restou uma única parede de pé. Tomado de enorme tristeza, ficou ali relembrando os bons momentos que passaram juntos, ouvindo a voz feliz de seu filho e lembrando com amargura sua promessa não cumprida: "Haja o que houver, eu estarei sempre ao seu lado."
Não podia acreditar no que estava acontecendo, isso não era real! Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. Mentalmente, percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão, que não existia mais, o corredor. Olhava as paredes, aquele rostinho confiante, passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros o mesmo trajeto. Potão, corredor, virou á direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo, desolado. E continuava a ouvir sua promessa: "Haja o que houver, eu sempre estarei com você'. Mas ele não estava. Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo: "Vá pra casa. Não adianta, não sobrou ninguém".
E ele só dizia: "Vocês vão me ajudar?''.
Mas ninguém o ajudava. Chegaram os policiais, também tentando retirá-lo dali, viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida naquele local e havia outros locais com mais esperança, onde eles estavam se concentrando. Mas este homem não esquecia a sua promessa ao filho. Chegaram os bombeiros e a equipe de resgate da ONU.
- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar, pois as explosões e incêndios continuam.
Ele retrucava:
_ Vocês irão me ajudar?
_ Você está cego pela dor, meu amigo, não enxerga mais nada, vá pra casa, desista.- dizia um homem em meio ás lágrimas, tocando seu ombro, mas o pai vira-se pra ele, fita-o nos olhos e diz:
_ Você vai me ajudar?
Na desolação, todos se afastavam, e ele continuava quase sem descanso, cavando 5, 10, 12, 24, 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que, ao afastar uma enorme pedra, tornou a gritar por seu filho com todas as suas forças. De repente, o esperado aconteceu, mas nem podia crer no que estava ouvindo:
_ Papai, estou aqui!
Tomado por uma alegria desesperada, fazia mais força ainda para abrir um vão maior e gritou:
_ Meu filho, você está bem?
-Do outro lado, ouviu a voz do filho:
_Estou. Mas com muita sede, fome e muito medo, papai.
_ Tem amis alguém com você?
_ Sim, mais 14 estão comigo, estamos todos presos em um vão entre dois pilares, mas estamos bem. Papai, eu falei a eles: "Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar". Eles não acreditavam e choravam muito, mas eu sempre dizia: "é verdade, fiquem sossegados, ele virá, pois ele me prometeu: 'Haja o que houver, estarei sempre com você''. Eu sabia papai, eu sabia!
E ainda se ouvia os gritos de alegria.
_ Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco. - disse o pai.
_ Papai, vou deixar meus amigos saírem primeiro porque eu sei que, haja o que houver, você estará me esperando!

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1 comentários:

Esther cyrraia disse...

muito legal a história!
to te seguindo
xeru
http://culturaeinutilidades.blogspot.com/

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